Guia Foca GNU/Linux.
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Gleydson Mazioli da Silva <gledson@guiafoca.org>
Capítulo 5, 'Gleydson Mazioli da Silva'
Versão 5.65, Domingo, 05 de Setembro de 2010
Anotações:
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Estas anotações foram feitas do Guia Foca Intermediário
http://www.guiafoca.org
5. - Discos e Partições
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Este capítulo traz explições de como manipular discos rígidos e partição
e como formatar uma partição ou arquivo em EXT2, EXT3, Reiserfs, xfs.
5.1 Patições
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Partições são as divisões feitas no disco rígido do computador é por de
partições que possamos usar mais de um sistema operaciona e até mesmo
dividir para usar com diferentes arquitetruas tipo 32 e 64bits.
Para ser usado é preciso fazer as partições usando ferramentas próprias
para isso `cfdisk, parted, diskdruid e fdisk` escolher qual tipo que vai
ser a partição `Linux Native, Linux Swap` e criar um sistema de arquivo
com a ferramente `mkfs.ext4 ou mkfs.ext3`.
Logo, a nova partição será identificada no diritório de dispositivo em
`/dev` e para finalizar esse novo dispositivo terá que ser montado com o
uso de outra ferramenta `mount`.
Uma partição feita corretamente não há nenhuma interferência do outros
sistemas operacionais `Windows, Mac, Linux e Android`. Remover, formatar
ou excluir um partição significa apagar `TODOS` os arquivos existentes.
A partição do Linux Native é do tipo 83 e é usada para armazenar arquivo
o sistema de arquivos podem ser `ext2, ext3, ext4, reiserfs, xfs etc...`
A partição do Linux Swap é do tipo 82 e é usada para memória virtual.
5.2 Sistema de Arquivos
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É criado durante a `formatação` da partição de disco ou quando usamos
a ferramenta mkfs.ext4, este tipo de sistema de arquivo cria a estrutura
para leitura, gravação e permissões de arquivos e diretórios.
* Ext2 - É utilizado em partições nativa do linux seu código é 83 e não
tem suporte ao journaling.
* Ext3 - Possui melhorias em relação ao ext2 com destaque ao suporte ao
journaling mais suporte a arquivos de até 16GB.
O journaling mantém um log de todas as operações no sistema de
arquivos e se caso aconteça um desligamento súbito `queda de energia`
o fdisk verifica o sistema de arquivos no ponto em que estava quando
houve a interrupção.
* Reiserfs - Possie os mesmo recursos de ext3 mas é recomandável para
o uso de pequenos arquivos `servidor web`
* Swap - Usado em partições Linux Swap para memória virtual ao sistema,
seu código é 82.
* Proc - Sistema de arquivo do kernel
* FAT12 - Usados em disquetes no DOS
* FAT16 - Usado no DOS e oferece suporte até discos de 2GB
* FAT32 - Usado no DOS e oferece suporte até 2TB não possui suporte ao
journaling e nem permissões.
* NTFS - Formato nativo de sistema operacionais Windows XP e superiores
possui suporte a permissões de acesso e compactação nativa.
5.3 Partição Ext2
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A partição ext2 é o tipo nativo do Linux usado para armazenar o sistema
de arquivos após formatação.
Logo, que foi inventado, o GNU/Linux utilizava o sistema de arquivos do
Minix `logo, uma partição Minix`. Com a evolução foi-se criado um nova
Ext `Extended Filesystem` que tornou-se padrão, evoluiu para ext2, ext3
e agora ext4 com suporte a journaling.
5.3.1 Criando um sistema de arquivos ext2 em uma partição
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A ferramenta usada para fazer esse tipo de partição é mkfs.ext2. Após
fazer o particionamento de disco rígido use o comando:
[mkfs.ext2 /dev/sda?]
Onde `?` significa o número da partição será formatada, normalmente é
`sdb` é o segundo disco rígido SATA. Disco IDE são identificados por
`hda`, `hdb` etc... para verificar uso `ls /dev`
Opções para o uso da ferramenta mkfs.ext2:
[-c] procura blocos danificados na partição antes de criar o sistema.
[-L NOME] coloca um nome `label` no sistema de arquivos.
[-b NUM] define o tamanho do bloco, em bytes.
[-m NUM] define a porcentagem de espaço em disco reservada.
Agora basta montar a partição recente criada com o comando:
[mount /dev/sda? /mnt -t ext2]
É possível criar um sistema de arquivo no disco rígido sem criar uma
nova partição `NÃO FAÇA ISSO`, o disco estára divido de maneira icorreta
Caso já tenha criado a partição isso pode ser `desfeito` usando outra
ferramenta, `tune2fs` com a opção `-m`.
5.3.2 Criando um sistema de arquivos ext2 em um arquivo
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É possível criar um sistema de arquivo de ext2 em um arquivo que poderá
ser montado e acessado normalmente como se fosse uma partição normal.
Isso é possível devido ao recurso `loop` oferecido pelo kernel no Linux.
Os dispositivos de `loop` estão em /dev como o nome de loop são 8.
Criando um sistema de arquivo ext2
1. use o comando:
[dd if=/dev/zero of=/tmp/arquivo-ext2 bs=1024 count=10000]
Para criar um arquivo vazio de 10MB de tamanho em `/tmp`
2. formate o novo arquivo com o comando:
[mkfs.ext2 /tmp/arquivo-ext2]
com isso dirá que o arquivo não dispositivo de bloco e sim
`uma partição de disco` e perguntará se deve continuar responda sim.
3. monte o arquivo arquivo-ext2 com o comando:
[mount /tmp/arquivo-ext2 /mnt -o loop=/dev/loop1]
O parâmetro `-o loop` é para dizer ao comando `mount` usar os recursos
do `loop do kernel` para montar o sistema de arquivos.
4. para conferir o arquivo use o comando:
[df -T]
Com o arquivo montado poderá usar todos os recursos disponíveis para o
tipo de sistema ext2. `permissões, links simbólicos etc..`.
O uso do `loop=/dev/loop1` permite que o dispositivo `/dev/loop1` seja
associado ao arquivo `/tmp/arquivo-ext2`
Lembre que o dispositivo `/dev/looo?` deve ser diferente para cada novo
arquivo que montar no sistema, pois faz referência a um único arquivo.
5.4 Journaling
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O sistema de journaling grava qualquer operação no disco em uma área que
se chama `journal` assim se ocorrer de algum problema durante alterações
no disco ele pode voltar ao estado anterior do arquivo.
5.5 Partição ext3
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O sistema de arquivo ext3 faz parte da nova geração Linux de arquivos
seu maior benefício é suporte ao jountaling e armazenamento de 16Gb.
5.5.1 Criando um sistema de arquivo ext3 em uma partição
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Para criar uma partição ext3 utilize o comando `mkfs.ext3` junto com a
opção `-j` a única diferença comparando as ferramenta é que no ext2 o
`-J` é automaticamente adicionada a linha de comando. Para ter um maior
controle sobre o journal use a opção `-J size=` maiúsculo é em.
Para criar um partição ext3 em `/dev/sda1`
[mkfs.ext3 /dev/sda1]
ou
[mkfs.ext2 -j /dev/sda1]
Basta agora montar a partição e configurar no arquivo `/etc/fstab` para
quando for iniciado o sistema.
[mount /dev/sda1 /test -t ext3]
Para conferir digite:
[df -T]
Lembre-se quando criar um sistema de arquivo ext3 em uma partição raiz
`/` tenha certeza de incluir o suporte a ext3 embutido no kernel
5.5.2 Criando um sistema de arquivos ext3 em um arquivo
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Não muda as instruções do arquivo ext2 apenas utilize a opção `-j ou -J`
para o `tamanho` a letra maiúscula para Megabytes.
5.5.3 - Fazendo a conversão do sistema de arquivos ext2 para ext3
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A ferramenta para esse convesão é `tune2fs` na partição com a opção
para o tamanho do journal `-j` ou `-J` este comando pode ser executado
com segurança em uma partição ext2 montada.
Após a conversão remonta-se a partiçaõ com o comando `umount` com `-c`
desativa ou ativa a chegagem periódica do sistema, e com `-i` o numero
de dias `0` desativa.
Para desativa a chegagem periódica:
[tune2fs -c 0 -i 90 /dev/sda2]
[tune2fs -J size=1 /dev/sda2]
[tune2fs -J size=1 /dev/loop1]
[-c 0] desativa a chegagem após número máximo de montagens.
[-i 90] diz para a partição ser verificada a cada 90 dias.
[-J size=1] significa que vai criar um espaço de 1MB para journal.
O último passo é modificar o `/etc/fstab` para que a partição seja como
ext3 na inicialização e despois desmontar, `umount /dev/sda2`e remontar
`mount /dev/sda2` para usar suporte ext3, conferir `df -T`.
5.5.4 Convertendo de Ext3 para Ext2
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1. execute o comando:
[tune2fs -O^has_journal /dev/sdxxx]
[-O^has_journal] é o argumento para remover o journal.
[/dev/sdxxx] é o diretório onde o dispositivo contém o journal.
2. Modifique o arquivo `etc/fstab` para ext2.
3. Desmonte e monte a partição:
[umount /dev/sdxxx]
[mount /dev/sdxxx]
4. Pronto! a partição é novamente ext2 normal, confirir:
[df -t]
5.5.5 Nomeado uma partição de disco
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O comando `e2label` é usado para esta função.
sintaxe:
e2label [dispositivo] [nome]
Exemplo:
[e2label /dev/sda1 FocaLinux]
[e2label /dev/sda1 "foca Linux"]
5.5.6 Criando o diretório especial lost+found
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O utilitário `mklost+found` cria o diretório especial `lost+found` no
diretório atual.
É utilizado para fazer a pre-alocação dos blocos de arquivos durante a
execução do programa `fsck.ext2` na recuperação de um sistema de arquivo
comando:
[mklost+found]
ou
[cd /tmp;mklost+found;ls -a]
Só funciona em sistema de arquivos ext2/3/4
5.5.7 dumpe2fs
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Mostra detalhes sobre um partição Linux.
Sintaxe:
[dumpe2fs <opções> <partição>]
[-b] mostra somente os blocos marcados como defeituosos no sistema.
[dumpe2fs /dev/sda1]
[dumpe2fs -b /dev/sda1]
5.5.8 Partição Ext2 ou Arquivo?
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Considerações:
* A partição ext2 é o método recomendado para a instalação do Linux.
* Desempenho ext2 partição é bem melhor porque é acessada pelo kernel.
* O arquivo ext2 é útil para guardar dados confidenciais em disquetes
ou em qualquer outro lugar no sistema, e pode ser encriptografado.
* O uso do ext2 arquivo útil porque evita o re-particionamento do disco
porque teria que re-instalar o sistema.
5.6 Sistema de arquivos reiserfs
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Este é um sistema de arquivos alternativo ao `ext2/3/4` também possui o
suporte ao journaling.
Para usar o `reiserfs` tenha certeza que seu kernel possui suporte, faça
a instalação do pacote `reiserfsprogs` que contém utilitários para o uso
5.7 Partição Linux Swap
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Este tipo de partição é usado para oferecer suporte a `memória virtual`
uma adição a `memória RAM` instalada no sistema.
É útil quando os dados na memória RAM esta sendo processados pelo uso
de programas e começa a encher, o Linux move automaticamente os dados
que estão sendo usads para uma partição `swap` e libera memória RAM.
É utilizada para otimizar alta velocidade para mover dados da memória
RAM para ela e vice versa. Também é possível criar arquivos invés de uma
nova partição swap.
5.7.1 Criando sistema de arquivo Swap em uma partição
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O programa para formatar uma partição swap é o `mkswap` e seu uso é:
[mkswap /dev/sda?]
[-c] para checar se existem agrupamentos danificados na partição.
[-vl] para criação da swap usando mais de 128MB `é a padrão`.
Use o comando `fdisk -l /dev/sda` para listar os dispositivos e saber
qual corresponde a partição swap.
Com a partição criada use o comando `swapon` para ativar a partição
[swapon /dev/sda?]
Se utilizar mais de uma partição swap pode ser útil usar a opção que
indica a prioridade em que a partição será usada `-p num` o valor da
prioridade fica entre 0 e 32767, partições com número maior serão usada
primeiro, sendo que na montagem através de `mount -a` podem usar número
negativos.
Para desativar a partição swap use o comando `swapoff /dev/sda?`.
5.7.2 Criando um sistema de arquivos swap em um arquivo
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1. use o comando para criar um novo arquivo vazio:
[dd if=/dev/zero of=/tmp/troca bs=1024 count=64000]
Para criar um arquivo de troca vazio de 65MB no diretório `/tmp`.
2. formatar o novo arquivo de troca:
[mkswap /tmp/troca]
3. sincronizar os buffer para o disco evitar problemas em um servidor:
[sync]
4. ativar o arquivo de troca:
[swapon /tmp/troca]
5. confirir se o tamanho da memória virtual foi modificada:
[cat /proc/meminfo ou free]
6. caso seu sistema já tenha uma partição swap é recomendado deixar o
acesso ao arquivo swap com uma prioridade menor `-p NUM` com o comando
swapon:
[swapon -p 0 /tmp/troca]
5.7.3 Partição swap ou arquivo?
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Vantagens e desvantagens:
1) a partição swap é acessada diretamente pelo kernel sendo mais rápida
2) o arquivo cria somente um partição Linux Native e crie no ext2
3) pode alterar o tamanho do arquivo de troca, criando um novo.
4) é possível criar arquivos de outro tipo como `FAT16, FAT32, NTFS`.
5) o arquivo de troca somente fica disponível após montar o sistema.
5.8 O Sistema de arquivos /proc
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Oferece um método de ler, gravar e modificar os parâmetros do Kernel.
Nele tem todo o controle que o sistema operacional esta fazendo como a
configuração dos hardwares, interrupções, sistema de arquivos montados,
execução de programas, memória do sistema, rede etc...
- [diretórios com números] - identificam os parâmetros de um processo
em execução `PID` do inetd for 115, pode entrar no diretório 115 e ver
as opções para execução deste programa através dos arquivo existente
- [cmdline] o que foi digitado para iniciar o processo pode ser também
ter sido iniciado através de programa ou pelo kernel.
linha de comando usada para iniciar o kernel, os parâmetros são passado
através do programa de inicialização como [LILO, LOADLIN, SYSLINUX]
- [environ] variável de ambiente exixtente no momento da execução do
processo.
- [status] dados sobre a execução do processo `PID, UID, GID`
- [apm] dados sobre o gerenciamento de energia.
- [cpuinfo] detalhes sobre a CPU do sistema.
- [devices] dispositivos usados no sistema.
- [dma] canais de DMA usados por dispositivos.
- [filesystem] sistema de arquivos em uso atualmente.
- [interrupts] interrupções usadas por dispositivos.
- [ioports] portas de entrada e saída usada por dispositivos do sistema
- [kcore] este arquivo corresponde a toda memória RAM no sistema
- [kmsg] permite visualizar mensagens do kernel use `cat < kmsg`.
- [loadavg] média de carga do sistema.
- [meninfo] dados de utilização da memória do sistema.
- [misc] outras configurações.
- [modules] módulos atualmente carregado no sistema.
- [mounts] sistema de arquivos atualmente montados.
- [pci] detalhes sobre dispositivos PCI do sistema.
- [rtc] relógio em tempo real do sistema.
- [uptime] tempo de execução do sistema.
- [version] versão atual do kernel, programa usada na compilação etc...
- [diretório net] dados sobre a rede do sistema.
- [diretório sys] dados sobre outras áreas do sistema.
- [diretório scsi] detalhes sobre o dispositivo SCSI do sistema.
O diretórios que estão dentro de [/proc] não ocupa espaço no disco rígido
5.9 LVM Logical Volume Manager
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lvm [Logical Volume Manager] faz associação entre dispositivos/partições
inclui discos [RAID, MO, mass storage diversos, MD e loop] e dispositivos
lógicos.
O método tradicional faz a alocação de todo espaçõ físico ao tamanho da
partição do disco, [método tradicional], o que faz muito trabalho quando
o espaço esgota, cópia de dados ou planejamento de uso da máquina.
O sistema `lvm` soluciona os seguintes problemas:
- [uso eficaz de disco] principalmente quando há pouco espaço partições.
- [alterar partições] altera sem reparticionar o disco rígido
- [identificação] uma partição é identificada por volume e não pelo disp.
- [divisão em 3 camada] possibilita a adição/remoção de mais de um disco.
- [cluster] seleciona o tamanho do cluster de armazenamento e forma que
são acessados entre os discos, possibilitando a escolha melhor.
- [snapshot] permite snapshot dos volumes do disco rígido.
As três camadas do LVM são agrupdas:
- [PV - Phisical Volume] corresponde a todo disco rígido/partição ou os
dispositivos de bloco que será adicionado ao LVM.
- [PE - Phisical Extends] o espaço disponível no PV é divido em PE. O
valor padrão do PE é de 4MB, possibilitando a criação de um VG de
256GB em `/dev/hda1`
- [VG Volume Group] corresponde ao grupo de volumes físicos que fazem
parte do LVM, do grupo de volume são alocados os espaços para a criação
dos volumes lógicos.
Os aplicativos que manipulam o grupo de volume começam com letras `vg`
por exemplo: [/dev/lvmdisk0 LV (Logical Volume)] corresponde a partição
lógica criada pelo LVM para gravação de dados.
O volume lógico tem seu espaço divido em LE [Logical Extends] que é o
mesmo aos PEs alocados, exemplo: [/dev/lvmdisk/usr, /dev/lvmdisk/tmp]
5.9.1 Representação gráfica do LVM
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+----[ Grupo de Volume (VG) - lvmdsk ]-----+
| +--[ PV - hda1 ] ---+ +--[ PV - hdb1 ] --+ |
| | PE PE PE PE PE PE | | PE PE PE PE PE | |
| +-------------------+ +------------------+ |
| | | | | |
| | | +----------------+ | |
| | +---------------+ | |
| | | | | |
| +-[ LV - var ]-+ +-[ LV - home]-+ |
| | LE LE LE LE | | LE LE LE LE | |
| +----------------+ +--------------+ |
+--------------------------------------------+
O gráfico acima representa:
- temos dois volumes físico representado por [hda1] e [hdb1]
cada um desses volumes físicos tem um [PE] de 4MB padrão
- Estes dois volumes físicos tem espaço total do grupo de volume em
[/dev/lvmdisk]
- Do grupo de volume [lvmdisk] são criados dois volumes lógicos que são
chamados `var` e `home` que estão disponíveis para o particionamento por
meio de [/dev/lvmdisk/var e /var/lvmdisk/home].
Na prática, o espaço do volume lógico é definio alocando-se alguns PE dos
físicos como logical extends LE dos volumes lógicos. Desta forma todos os
PE e LE existentes dentro de um mesmo grupo de volume devem ser iguais.
5.9.2 Performance do LVM
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Um sistema com LVM tem sua performance reduzida quanto ao acesso a disco.
Porém, a performance de leitura, gravação de blocos é melhorada após a
adoção do LVM.
5.9.3 Instalando LVM em seu sistema
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Antes de começar retire qualquer CD que estiver inserido na unidade, pois
podem causar erros no [pvscan, pvdisplay].
1) no particionamento, defina as partições do tipo LVM é a mesma do Linux
código 82.
2) instale o pacote lvm2 e uma imagem de kernel 2.4 ou superior que tenha
a LVM ou compile seu próprio kernel.
3) execute o [pvscan] para detectar as partições marcads como lvm e criar
sua configuração do pvscan, não deixe um CD na unidade para evitar sustos
4) rode o [pvcreate] no disco ou partição para dizer que será volume lvm
[pvcreate /dev/sda1]
ou
[pvcreate /dev/sda]
Em caso de dúvida use o comando:
[fdisk -l /dev/sda]
Supondo que o disco rígido é `/dev/sda` que está configurado o lvm
5) rode o [pvdisplay /dev/sda1] para verificar se o volume físico criado
recomendo que deixe a partição raiz [/] de fora do LVM para não ter
problemas futuros
6) crie o grupo de volume na partição:
[vgcreate lvmdisk /dev/sda1 dev/sdb7]
Note que partições de discos diferentes podem fazer parte de um mesmo
grupo de volume [VG do LVM] caso use o [devfs] ou em algumas versões do
[udev], será preciso usar o caminho completo do dispositivo ao invés do
link:
[vgcreate lvmdisk /dev/ide/host0/bus0/target0/lun0/part1]
O valor padrão [phisical extend] é de 4MB que pode ser alterar [-s tam..]
do grupo de volume será de 256GB [4MB * 64.000].
Os valores do [phisical extend (PE)] pode ser de 8K a 16GB, não tem como
modificar o tamanho do PE após ele ser definido.
7) verifique o grupo de volume VG recém criado com o comando:
[vgdisplay]
ou
[vgdisplay /dev/sda7]
Atento para a linha [Free PE / tamanho] que indica o espaço livre para
criar os volumes lógicos LV
8) crie o volume lógico com o comando:
[lvcreate -L1500 -ntmp lvmdisk]
vai criar uma partição do grupo [lvmdisk] deverá fazer isso com as outras
8) agora resta criar um sistema de arquivo como em qualquer outro:
[mkfs.ext4 /dev/lvmdisk/tmp]
ou
[mkfs.reiserfs /dev/lvmdisk/tmp]
Caso queira montar automaticamente o volume LVM coloque o caminho inteiro
do LVM ao invés do volume físico no [/dev/fstab]: [/dev/lvmdisk/tmp]
5.9.4 Aumentando o tamanho de uma volume lógico
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O processo para aumentar o tamanho do volume lógico consiste em primeiro
aumentar o tamanho do VG com [lvextend] e depois ajustar o tamanho do
sistema de arquivos:
Para aumentar o tamanho do volume lógico em 1G:
[levextend -L1G /dev/lvmdisk/tmp]
Para aumentar em 200MB:
[lvextende -L+200M /dev/lvmdisk/tmp]
As unidades [Kk, Mm, Gg, Tt] podem ser usadas para especificar o espaço.
Após modificar o volume lógico é preciso aumentar o tamanho do sistema de
arquivo para exatamente igual o tamanho do LV:
Para ext2/3 podemos executar os dois com um comando:
[e2fsadm -L+1G /dev/lvmdisk/tmp]
Precisa desmontar o sistema de arquivos antes de alterar o tamanho de um
sistema ext2 ou ext3.
Agora para reiserfs:
[reiserfs resize_reiserfs -f /dev/lvmdisk/tmp]
O tamanho do sistema de arquivos [reiserfs] poderá ser modificada on-line
assim não precisa seu servidor para esta operação.
Para xfs:
[xfs xfs_growfs /tmp]
Note, deve ser especificado o ponto de montagem ao invés do dispositivo
o sistema de arquivo deve ser desmontado antes e inclusive no `/et/fstab`
5.9.5 Diminuindo um volume lógico
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Certifique-se de ter calculado o espaço corretamente para acomodar todos
os dados que já exitem na partição. A diferença para o processo de oposto
[aumentar] o LV é que primeiramente o sistema de arquivos é reduzido e
depois o LV.
[e2fsadm /dev/lvmdisk/tmp 4G]
e depois:
[lvreduce -L-1G /dev/lvmdisk/tmp]
Pode ser usado [K, M ou G] para especificar o novo tamanho do sistema de
arquivos, caso esteja usando o kernel 2.6 ou superior poderá ser ajustado
com o sistema on-line [sem desmontar]
Não é possível diminuir o tamanho de um sistema de arquivos XFS na versão
Para reiserfs:
[reiserfs resize_reiserfs -s-1G /dev/lvmdisk/tmp]
e depois:
[lvreduce -L-1G /dev/lvmdisk/tmp]
5.10 Formatando Pen-Drives/Disqueste
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5.10.1 Formatando pen-drives para serem usados no Linux
--------------------------------------------------
Para formatar pen-drive para serem usado no Linux use o comando:
[mkfs.ext2 -c /dev/sde1]
[-c] faz com que procure por blocos danificados no pen-drive
[/dev/fd0] para formatar disquete
O nome do dispositivo `pen-drive` varia de acordo com cada sistema para
verificar digite, `dmesg` ao conectar o pen-drive ou `ls /dev/` para ver
o novo dispositivo.
5.10.2 Formatando pen-drive compátiveis com o Windows
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Use o comando para formatar para Windows:
[sudo mkfs.msdos /dev/sdc1]
[sudo mkfs.msdos -F 32 /dev/sdc1]
[sudo mkfs.msdos -n kakashi -F 32 /dev/sdc1]
[-F NUM] especifica o tipo de FAT12/16 ou 32
[-n nome] atribui o nome de volume ao dispositivo
[-c] faz procura por bloco danificados
[-m arquivo_mensagem]
O pacote `dosfstools` permite a criaçõ de sistemas FAT16 e FAT32
5.11 Pontos de Montagem
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O GNU/Linux acessa as partições existente em seus discos rígidos por meio
de diretórios, que são usados para montar partições `ponto de montagem`.
No DOS cada letra de unidade `C:, D:, E:,` indica uma partição de disco,
em Linux os pontos de montagem fazem parte da estrutura do sistema raiz.
Existem muitas vantagens de usar pontos de montagem ao invés de unidade
de disco.
1) você pode montar a partição no diretório que quiser;
2) em caso de um sistema cheio, pode copiar o conteúdo de diretório para
outro sistema de arquivo, apagar o conteúdo original e montar o disco
para onde foram copiados os arquivos `caso não use um sistema LVM`
3) reduz riscos de corropimento do sistema operacional
4) tempo de boot reduzido
5) gerenciamento mais flexível
6) adição de novas partições de discos rígidos não afeta a ordem
5.12 Identifição de discos e partições em sistemas Linux
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Os dispositivos como `disco rígidos, pen-drives, flash, tela, impressora`
são identificados por um arquivo no diretório /dev.
/dev/sda1
| | ||
| | ||_ Número que identifica a partição no disco rígido.
| | |_Letra que identifica o disco rígido [a=primeiro, b=segundo etc.]
| |_Sigla que identifica tipo de disco [sd=SATA/SCSI, sd=IDE, xt=XT].
|_Diretório onde são armazenados os dispositivos existentes.
Abaixo identificações de disco e partições em Linux:
[/dev/fd0] primeira unidade de disquete.
[/dev/fd1] segunda unidade de disquete.
[/dev/sda] primeiro disco rígido na primeira controladora SATA ou SCSI.
[/dev/sda1] primeira partição de disco rígido SATA ou SCSI.
[/dev/sdb] segundo disco rígido na primeira controladora SATA ou SCSI.
[/dev/sr0] primeiro CD-ROM SATA ou SCSi.
[/dev/sr1] segundo CD-ROM SATA ou SCSI.
[/dev/hda] primeiro disco rígido na primeira controladora IDE do Micro.
[/dev/hda1] primeira partição do primeiro disco rígido IDE.
[/dev/hdb] segundo disco rígido na primeira controladora IDE do Micro.
[/dev/hdb1] primeira partição do segudo disco rígido IDE.
[/dev/xda] primeiro disco rígido XT.
[/dev/xdb] segundo disco rígido XT.
5.13 Montagem (acessando) uma partição de disco
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Para acessar uma partição usamos o comando `mount`.
[sudo mount <opções> <dispositivo> <ponto de montagem> ]
[dispositivo] identificação da unidade de disco/partição
[ponto de montagem] diretório onde a unidade será acessado deve ta vazia.
[-t tipo] tipo do sistema de arquivo usado pelo dispositivo
[ext2] - Linux sem journaling
[ext3] - Linux com journaling
[ext4] - Linux com journaling melhorado
[reiserfs] - Reiserfs com journaling usando web servers
[xfs] - xfs com journaling
[vfat] - Windows 95
[msdos] - DOS normais
[iso9960] - para montar unidades de CD-ROM é padrão
[-r] caso for especificado monta a partição somente para leitura.
[-w] monta a partição como leitura e gravação, é o padrão
Exemplo de Montagem:
Para montar um partição Windows `vfat`
[sudo mount /dev/sda1 /mnt -r -t vfat]
para montar um pen-drive:
[sudo mount /dev/sdc1 /mnt -w -t vfat]
Remontar a partição raíz como leitura:
[mount -o remount,ro /]
Remontar a partição como leitura/gravação:
[mount -n -o remount,rw /]
[-n] é usada porque o `mount` não conseguirá atualizar o arquivo
/etc/mtab devido ao sistema de arquivo [/] estar montado como leitura.
5.13.1 fstab
-----------
O arquivo /etc/fstab permite que as partições do sistema sejam montadas
especificando somente o dispositivo ou ponto de montagem.
[Sistema_de_arquivo Ponto_de_Montagem Tipo Opções dump ordem]
[/dev/sda1 / ext3 defaults 0 1]
[/dev/sda2 /boot ext3 defaults 0 2]
[/dev/sda3 /dos msdos defaults,noauto,rw 0 0]
[/dev/hdg /cdrom iso9960 defaults,noauto 0 0]
[Sistema_de_arquivo] partição que deseja montar.
[Ponto_de_Montagem] diretório onde a partição será montada.
[Tipo] tipo de sistema de arquivo usado na partição que será montada.
[Opções] indica como será usado a partição
[defaults] usa valores padrões de montagem.
[noauto] não monta os sistemas de arquivo durante a inicialização.
[ro] monta somente como leitura.
[user] permite que usuários comuns `não-superusuários` monte arquivos
[sync] é recomendado para uso com discos removíveis
[dump] espeficifa a frequência de `backup` feita com o programa dump
[ordem] define a ordem que os sistemas de arquivos serão verificado na
inicialização do sistema, 0 não é verificado
Após configurar o /etc/fstab basta digitar o comando mount para que a
unidade de CD-ROM seja montada.
[sudo mount /dev/hdg]
ou
[sudo mount /cdrom]
5.14 Desmontando uma partição de disco
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Utilize o comando (umount) para desmontar um sistema de arquivos que foi
montado com o comando (mount).
[sudo umount (dispositivo) (ponto de montagem)]
Pode usar [umount /dev/sda1 como umount /mnt] para desmontar um sistema
de arquivos [/dev/sda1 montado em /mnt].
O comando [umount] executa [sync] automaticamente para garantir que todos
os dados ainda em memória RAM sejam salvos.
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Referências:
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